Conversando sobre a escola

imageMinha menina está se aproximando dos dois anos e acho que, por isso, tenho escutado muito duas perguntinhas: “Você vai colocá-la na escolinha?” ou até mesmo “Ela já está na escolinha?” A minha resposta é sempre a mesma: “Não, ela não está na escolinha e, se eu conseguir e puder, só vai entrar aos 3 anos.” Calma tá gente! Não quero ser julgada! Sei que esse assunto é polêmico! Várias são as opiniões, as vantagens e as desvantagens de se entrar na escolinha antes dos 3 anos! E eu respeito e entendo todas.Sei que cada família tem a sua realidade e, muitas das vezes, a escolinha é altamente necessária! Sei também que as crianças amam, se socializam, interagem, brincam, ficam “mais espertas”, como já ouvi por aí… enfim, estar na escola tem o seu lado bom! Dias atrás, fomos até a escolinha do meu afilhado Pedro e eu percebi que Luana ficou deslumbrada com todo aquele espaço, cheio de crianças, muito barulho e animação! Juro, senti um aperto enorme no peito! Uma pontada no fundo do coração e até mesmo uma taquicardia leve! Acreditem! rsrs… Era visível, naquele momento, que ela estava adorando estar ali! Tínhamos ido buscar o Pedro e fomos embora debaixo dos seus pedidos de que queria ficar!

Ainda estou firme no propósito de só colocá-la aos 3 anos, mesmo sabendo que posso achar dificuldades nisso! Será que vou conseguir? Bom, vale tentar! Vale porque, no fundo, acho que, neste momento, a escola não é necessária. Entendam, por favor, falo da minha realidade! Claro que procuro por atividades, sempre diferentes, para que a sua vida não seja, digamos, “cansativa”.

Tenho pesquisado nesses últimos dias sobre essa mudança ocorrida na vida escolar das crianças – a inclusão das mesmas no ensino fundamental aos 6 anos de idade! Sei que esse assunto já é de alguns anos atrás, mas só agora, por ter uma filha que está se aproximando da idade escolar, estou me interessando pelo tema. Isso tem me feito refletir muito! Reflexões que vão desde as justificativas políticas para as mudanças até as consequências para os nossos pimpolhos! Pra quem não sabe ou não se lembra, em fevereiro de 2006, a lei 11.274 ampliou a duração da escolaridade obrigatória de oito para nove anos no sistema educacional brasileiro. A inclusão das crianças de 6 anos de idade no ensino fundamental começou a ocorrer desde então e as escolas tiveram até o ano de 2010 para realizar as adequações necessárias. E aí mamães e papais? O que vocês acham disso? Prejuízos ou ganhos para a vida dos nossos pequenos? E outra: será que nossas escolas estão realmente preparadas pra receber nossas crianças?
Além de ler sobre, também troquei algumas ideias com alguns profissionais da área e realmente as opiniões se divergem muito! Há quem diga que, nas escolas particulares, a mudança não foi significativa, mas pode ter sido para as escolas públicas. Para alguns especialistas, a ideia de se ampliar o ensino fundamental é boa, mas existe uma grande preocupação em como essa antecipação foi ou está sendo feita. Aos 6 anos, a criança ainda aprende por meio de brincadeiras e isso não deve ser deixado de lado. Já para outros, colocar uma criança nessa idade no ensino fundamental significa expô-la ainda mais cedo a uma das maiores tragédias da escola: a repetência. Enfim, os debates tem sido constantes!
Na minha humilde opinião, existe uma diferença grande entre a educação infantil e o 1º ano do ensino fundamental! Acredito que na educação infantil o brincar aparece em primeiro lugar! Durante a semana tem o dia de levar o brinquedo, o dia da educação física, o dia da música, o dia de brincar na areia, o dia da pintura, o dia da piscina ou do banho de mangueira! Não é mesmo? Agora vamos falar sobre o 1º ano do ensino fundamental! As brincadeiras vão sendo deixadas de lado e dão lugar às atividades que fazem com que a criança aprenda a ler e a escrever! Ou seja, aos 6 anos de idade, a criança terá que dividir seu tempo entre as brincadeiras de criança e a responsabilidade do ensino fundamental. Ainda não tenho um filho nessa idade, mas será que não é cedo pra isso?
Não sou professora, pedagoga, psicóloga ou uma educadora infantil! Sou apenas uma mãe com as suas indagações a respeito daquilo que nos é imposto. Bem crua no assunto e sedenta de opiniões a respeito! Assim, gostaria muito da opinião de vocês! O que acham gente? Deixem aqui as suas experiências com os seus pequenos! Vai ser bem legal!
Beijinhos,
Tati Carvalho

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Sobre Tati Carvalho

Sou fisioterapeuta, atuante na área de Saúde Pública, trabalho com a saúde da mulher e da criança! Casada, mãe de uma linda garotinha - Luana! Apaixonada pelo complexo e mágico mundo da maternidade! E sempre, SIMPLESMENTE AGRADECIDA!
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10 respostas para Conversando sobre a escola

  1. Natália Ávila disse:

    Como já havia comentado com você anteriormente, acredito que quando a criança começa desde o Maternal, ela já vai adquirindo aos pouquinhos os conhecimentos básicos. Cada letrinha e número são ensinados ludicamente e de forma bem sutil. Quando chegam no primeiro ano não dá pra sentir uma diferença tão grande. No primeiro ano as provas já são ministradas porém também de forma mais leve. Eles continuam a brincar como nos anos anteriores. Nada da infância foi retirado severamente. Já as crianças que nunca passaram por escola antes de entrarem no primeiro ano, podem sim sentir uma carga grande, agora mais cedo com 6 anos, como pode acontecer nas escolas públicas e crianças com renda baixa.

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  2. Mauricio Pintim disse:

    Em relação às crianças de 6 anos no Ensino Fundamental, a exigência não se faz como se pinta!!! Só para reforçar essa informação, as reuniões pedagógicas e de pais do primeiro ano do fundamental I são juntamente com o segmento do Infantil, e não com o segmento do Fundamental I. Outra informação bem relevante é que o Primeiro ano não apresenta nota, e sim Conceito.
    O que tenho certeza que mudou foram a qualificação profissional do professor e o material didático a ser trabalho com essas crianças. Ora, se uma lei (diga-se de passagem, sem fundamento algum, mas infelizmente deve ser cumprida) altera a idade de alfabetização, os professores e os livros didáticos têm que adaptar à nova realidade.
    Quero deixar claro que acho que não tinha necessidade alguma de alfabetização aos 6 anos, mas como não sou deputado e não crio leis, adaptemos ào novo desafio e façamos um belo trabalho!!!
    Essa mudança causa um efeito na criança sem que ela perceba. Ela continuará sendo criança, aprendendo brincando, mas através de novas atividades, principalmente interdisciplinares, o resultado será a natural alfabetização, sem sobrecarrega-lo ou delegando inúmeras responsabilidades, que não são condizentes com a realidade da idade em que se encontram.
    O que acontece normalmente é nos remetermos aos nossos tempos, e achar que o ensino escolar está igual ao que fora conosco. Grande engano!!! O mundo mudou e consequentemente o ensino e trato com nossas crianças.
    Abraço a todos

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    • Tati Carvalho disse:

      Olá Pintim! Valeu por ter voltado e comentado de uma maneira tão esclarecedora! Eu penso como vc quando o assunto é a não necessidade da alfabetização aos 6 anos, mas… também não sou deputada! rsrs!!! Como já disse em outra resposta minha, acredito que nas escolas particulares a mudança não foi tão significativa! Tenho ouvido mais queixas de professores de escolas públicas, onde os alunos, muitas vezes, não estão preparados para o 1º ano, bem como as escolas para recebê-los! Essa é a minha maior preocupação! Mas enfim, espero que essa antecipação ainda seja alvo de estudo dos nossos governantes, objetivando melhoras na qualidade do nosso ensino! Mais uma vez, obrigada pela brilhante participação! Beijinhos,

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  3. Mauricio Pintim disse:

    Bom dia, Tati!!! Esse assunto é controverso mesmo!!! Mas não tem certo ou errado. Existe experiência individual de cada mãe ou pai e feed back positivo ou negativo do filho!!!
    O que é mais importante, se caso decidirem ingressar o filho na escola, é conhecer a filosofia de ensino, a formação dos professores, as atividades propostas e o mais importante: carinho!!!
    Obviamente, o aprendizado virá através do lúdico, nas atividades na sala de aula e extra classe, como educação física, musicalização, pintura, acompanhamento psicológico e processos de psicomotricidade.
    A escola observa atitudes, movimentos e reações (em grupo ou individual) que os pais não conseguem ver. E quanto mais cedo isso for diagnosticado, melhor para a criança.
    Meu filho tem um ano e nove meses e está há dois meses na escola. As mudanças no seu comportamento, na fala e na socialização são nítidas.
    Agora, minha opinião é o seguinte: se for pra decidir entre uma babá e uma escola, não tenham dúvida: coloquem na escola.
    Se for para a criança ficar em casa, que fique com a mãe.
    Mais tarde, darei minha opinião sobre alfabetização aos 6 anos. Bom dia!!!

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    • Tati Carvalho disse:

      Ok Pintim! Muito obrigada pela participação! Seu comentário, com certeza, tanto como pai, quanto como professor, são essenciais para a matéria! Essa coisa da escola antes dos 3 anos de idade deve ser decidida pela própria família sim! Cada um sabe de si e do que pode melhor proporcionar para o filho! Estou bastante ansiosa pela sua opinião em relação à extensão do ensino fundamental! Isso eu acho que é mais importante! E acredito que vc tem muito a contribuir! Grande beijo! E esteja sempre por aqui! A presença dos papais tb é muito bem vinda!

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  4. Sarah Mendonça disse:

    Oi tati !
    Francisco está c 6 anos! Eu precisei colocá-lo na escola com 2 anos , mas por necessidade ! Acho que a criança deve ficar em casa até a idade limite da lei p entrar no maternal I , claro se a necessidade da família permitir ! Escolhi para o Francisco uma escola totalmente lúdica para ser alfabetizado , onde a criança aprende pensando ! Quando ele estava no pre II Q o ano que antecede o primeiro ano eles já começaram a prepará-lo para o primeiro ano do ensino fundamental . E quando chegou no primeiro ano , as mudanças foram acontecendo aos poucos . Nada é radicalmente mudado . Vc precisa conhecer uma escola que saiba fazer bem essa transição. Francisco tem provas semanalmente no primeiro ano , mas para ele são simples atividades dentro da sala de aula que ele mesmo ainda não sabe que são provas e que têm notas , Pq a escola ainda está preparando-o para tal mudança … Pois só tem 2 meses que ele está no ensino fundamental ! Então a minha dica p vc é : taquicardia vc terá sempre … Sempre mesmo … Imagina na época de vestibular ??? Kkkk ! Então visite todas as escolas e veja qual delas te passa segurança e tranquilidade para que sua pequena possa crescer e ser alfabetizada !

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    • Tati Carvalho disse:

      Ei Sara! Que bom ter vc por aqui… Também penso como vc em relação à idade de ir pra escolinha! Vou tentar segurar Luana em casa por mais um tempo! ❤️ Sobre o 1º ano do ensino fundamental, o que me assusta é justamente essa transição! Pelo que tenho lido, não tivemos e ainda não temos uma boa preparação das escolas para receber as crianças! Não posso falar somente da nossa realidade, por exemplo, das escolas particulares! Pois a maioria das crianças brasileiras estão no ensino público! E eu acho que aí as coisas ficam mais complicadas! Enfim… Sabemos que muito ainda precisa ser feito para que consigamos uma educação de qualidade! Torcer né?! Muuuuito obrigada pela participação! A experiência de vcs me ajuda muito e enriquece demais o meu blog! Esteja sempre por aqui!!! Beijinhos!

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  5. Tati Carvalho disse:

    Olá Vanessa! Tão difícil lidar com essa competição do mundo atual né? Também penso como vc em relação ao lúdico! Acho que o brincar, aos 6 anos, ainda deve ser prioridade! Obrigada pela participação! Seu comentário só faz por enriquecer esse espaço aqui que gosto tanto!

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  6. vanessa disse:

    Bem, tudo depende das prioridades de educaçao que vc propoe para seus filhos. Tenho o Lucas de 6 anos e Maria Eduarda de 1 ano e 10 meses. Acho que Criança tem que brincar muito. Optei por escolher uma escola que desse prioridade ao lúdico, a alfabetizaçao como consequência e nao como obrigaçao. Tem muita Mae que acha lindo falar que seu Filho já sabe ler, deixando a melhor fase da Vida deles ir embora. É a minha opiniao. Bjs

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