Um viva aos papais de hoje

imageNo post de hoje quero contar um pouquinho da nossa história em relação aos cuidados com a minha Luana, desde que ela nasceu! Achei que seria um assunto de grande importância, pois hoje percebemos uma grande mudança na figura do pai! Não acham? Há um tempo atrás, tínhamos o pai como o “provedor do lar”. Era ele quem fazia todas as despesas da casa, era ele quem tomava as decisões mais importantes, era à ele que os filhos deviam obediência e respeito, um pouco relacionados ao medo. Pois bem, acho que hoje acontece um pouquinho diferente! O homem pai acabou percebendo que o vínculo com o seu filho é muito importante para ambos! E sua participação é mais intensa desde a fase do pré-natal! E como é gostoso ter a presença dele nas consultas e exames a serem realizados! Não é mesmo mamães?

Por isso, acho essencial que a mamãe vá, aos poucos, dando espaço e valorizando a forma como o homem cuida do seu filho! Sei que, às vezes, isso pode ser um pouquinho difícil, mas é necessário! Quando o bebê nasce, nos sentimos totalmente envolvidas por aquele serzinho e a nossa vontade de deixá-lo “debaixo das nossas asas” é enorme! Eu tinha um desejo absurdo de me sentir necessária

sempre! Não gostava da ideia de outras pessoas sanarem as vontades e as necessidades da minha Luana! Assim, podemos impedir que o pai se aproxime de verdade! Eu tomei muito cuidado em relação a isso! Fui muito alertada pela minha mãe! Ela sempre me dizia para incluir meu marido nas atividades com a minha boneca e assim eu fiz! Banhos, troca de fraldas, cuidados com o umbigo, passeios de carrinho, dentre outras coisas… E ele adorava! Sempre muito carinhoso e cuidadoso com ela! Além de ser excelente para o desenvolvimento do bebê, a participação do papai também nos ajuda demais, numa fase onde existe um grande desgaste físico e, até mesmo, emocional! Minhas preocupações em relação ao cuidados dele para com ela se deviam também ao fato de que um dia eu voltaria ao trabalho! Então, nada mais sensato fazer com que tudo se ajeitasse o quanto antes! Eu trabalharia bem mais tranquila se sentisse firmeza na relação dos dois! A verdade é que temos que reconhecer nossos limites, acreditar que a participação deles é essencial e que são capazes! Por isso, devemos incentivar, elogiar, valorizar… Uma coisa é certa: se a gente não abre espaço, eles se distanciam um pouco! E, na minha opinião, não estão errados em agir assim! Claro que não podemos generalizar, mas pela minha experiência, pelas trocas de informações e pelo que posso presenciar em outras famílias, geralmente é o que acontece! E aí, tantas coisas são perdidas, como um maior vínculo entre pai e filho, como a vida em família propriamente dita, na divisão das tarefas, na realização das atividades do dia a dia, por exemplo! Muitos são os prejuízos! Outra coisa que preciso e quero deixar claro: não significa que uma criança que não viva com o pai vá crescer infeliz ou insegura, ok? A figura do pai pode ser representada por um tio ou por um avô, por exemplo!

Por aqui as coisas aconteceram de forma tranquila, apesar do meu desejo absurdo de me sentir necessária sempre! rsrs… A psicopedagoga Irene Maluf, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia aborda muito bem o assunto quando diz que “Todo mundo precisa de um modelo e de muito treino para adquirir autoconfiança em uma situação nova. E, nesse meio tempo, muitas fraldas ficarão mais ou menos mal colocadas. Mas se o ambiente entre os pais for afetuoso e a criança receber atenção e carinho, ela certamente não terá do que reclamar”!
Então, que tenhamos tranquilidade! Que possamos passar segurança e credibilidade aos papais de hoje! Todos só temos a ganhar com isso! Não acham?
Beijinhos,
Tati Carvalho

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Sobre Tati Carvalho

Sou fisioterapeuta, atuante na área de Saúde Pública, trabalho com a saúde da mulher e da criança! Casada, mãe de uma linda garotinha - Luana! Apaixonada pelo complexo e mágico mundo da maternidade! E sempre, SIMPLESMENTE AGRADECIDA!
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5 respostas para Um viva aos papais de hoje

  1. Tati Carvalho disse:

    Ei Cris! Que bom alguém como eu! rsrs… Mesmo porque a ajuda deles é bem necessária e muito importante para os nossos pequenos né?
    Beijinhos!

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  2. Cristiane disse:

    Oi Tati,

    Muito interessante! Apesar de ter os mesmos sentimentos (de querer fazer tudo) meu marido sempre participou de tudo e hoje divide algumas responsabilidades (dar o banho, por exemplo) que me aliviam muito.

    abraços

    Cris

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  3. Olá Tati
    39 semanas aqui, reta final. Desde o começo, tento sempre incluir maridinho em tudo: consultas, ultra sonografias, exames, escolhas de roupinhas para levar a maternidade… É bem legal ver como ele tem interagido e que está tão ansioso quanto eu.
    Vidas em Preto e Branco 

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